terça-feira, 1 de setembro de 2009

RASTROS DE MIM



Por onde eu vou, eu deixo rastros

Riscos n’água em alma alheia

Risos fartos de intenção benevolente

Por onde eu vou eu deixo pedaços

De mim, dos outros, restos de astros

Incandescentes e inconseqüentes

Por onde eu vou eu me deixo pasto

Rasteira, gata borralheira

presente em sapatos apertados

Por onde eu vou eu me deixo

Me entrego à domicílio

Não me aceito em devoluções

Por onde eu vou eu não me acho

E se me acharem, bem, se me acharem...

Não há recompensas pra quem me achar

Por onde eu vou?

A pergunta é:

Por

Onde

Eu

Vou?

Eu vou, eu vou, ao/por teu encontro,

agora eu vou...

Não me incomodo!

A estrada é toda tua,

mas os rastros são sempre meus


Samelly Xavier, no livro ETC (Tecnograf Editora - 2007)

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS!

6 Comments:

Annie F. said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Annie F. said...

lindo! lindo mesmo, como sempre surpeendendo... supriu(mais uma vez)a expectativa das semanas que ela não posta! :D

Fern! said...

Me lembro da entrevista que tu destes sobre "Esqueça um livro para alguém"!

Tava linda...
XD
Abraço apertado,
Da sua fã sem numero!

Fugaz said...

De tudo resta um pouco..
..de Samelly a(resta)

ass.: Paloma

Perto de Mim said...

E a cada dia eu sou mais sua fã!
Monique.

Rousi said...

"A pergunta é:

Por

Onde

Eu

Vou?"

Nem sei se ao/por teu encontro,
Mas que os rastros são sempre meus, ah são.
Obs: entrega à domicílio? kkkkkkkkkkkkkkkkk
Adooooro esse poema, você sabe.

Beijos meus ^^