sábado, 9 de maio de 2009

SE NÃO EXISTISSEM AS MÃES...

...eu seria uma ateia fervorosa, pois acredito piamente que todo o amor de Deus está guardado dentro de um coração materna


à Lourdes, minha mãe

Se um dia eu for canção

Tu me ninaste a melodia


Se um dia eu for realidade

Tu soubeste me ensinar a sonhar


Se um dia eu for história

Tu foste o início de tudo


Se um dia eu for sorriso

Tu, certa vez, me enxugaste as lágrimas


Se um dia eu for exemplo

Tu sempre o foste


Se um dia eu for feliz

Será graças às tuas bênçãos de todas as noites


Se um dia eu for lembrança

Tu te farás saudade

E o abraço será nuvem

O beijo tornar-se-á chão


Se um dia me chamarem de mestre

Meu conhecimento proveio de tua humildade


Se um dia eu for aprendiz

Tu me disseste que o somos, eternamente


Se um dia eu for mérito

Nem desconfiam que tu que és


Se um dia eu não corresponder às expectativas

Só tu, eu sei, estarás ao meu lado

Com o olhar de guerreira pacifista que é só teu


Se um dia eu for poema

Serás continuamente minha rima


Se um dia eu for amor

Finalmente serei também mãe


E ao ser mãe, não serei tu

Mas me espelharei no que és pra mim...


Tu com essa mania de poetizar a vida

Com esse jeito audaz de vencer modelos

Com essa perseverança inesgotável

Com esse amor universal

E essa alma resplandecente, que me irradia e me faz feliz


O meu melhor verso será o não escrito

O verso mais poético é quando te olho e nos vejo mãe


(poema publicado no livro OUSADIA - RG Editora, 2003 - Samelly Xavier)

5 Comments:

Agostinho Lopes said...

Beijo prá dona Lourdes, a "responsável" por tua vinda à luz... hahaha

Vou aproveitar e deixar aqui um antigo bordão de uma propaganda:

"Não faça do seu carro uma arma. A vítima pode ser você".

hahaha

Paloma said...

Críticas são sempre bem vistas, se nem o Quintana escapa quanto mais eu!
Claro que não imaginei que você visitar meu blog, já que não tenho tanta honra desde seu primeiro comentário e mais obviamente que não me referi a ti quando falei dos tantos que me enojam com seus chichêzinhos de Quintanianos. Afinal não costumo agredir amigos publicamente, principalmente por uma questão de respeito. Concordo contigo quando diz que há muitos textos por aí nomeados por grandes, mas que não são deles. Como, como já mencionei, Quintana não foi das minhas predileções, admito que li da internet e para mim foi apenas mais um poema dele, por isso me retrato em relação à autoria, mas minha opinião continua para a infelicidade de uns tantos.

No fim das contas tenho que concordar com o compositor que (provavelmente lhe é afeto):
"acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz"

Retribuo seus abraços com os de alguém (que pode ser Voltaire, Che...) mas que tenho certeza da semântica respeitosa quando diz: "Não concordo com uma só palavra dos que dizes, mas defenderei até a morte teu direito de dizê-las"

Beijos recitados (autoria copiosa da internet samellyana)

Paloma said...

Ah, terminei me empolgando e esquecendo de dizer sobre o "Se não existissem as mães" numa palavra: Magnífico!

Fern! said...

A beleza que roubou uma lágrima da primeira vez que li...

Saudade do seu abraço!

Abraço apertado,
Da sua fã sem número!

Kamila said...

Dá-lhe tia Samellona!

Beijos às duas!
;***